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Pelo clima, Nike deixa Câmara de Comércio

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SÃO PAULO - A Nike anunciou nesta quarta feira que está deixando sua posição no conselho da Câmara de Comércio dos Estados Unidos por discordar da política climática da organização.

James C. Carter, vice presidente e conselheiro geral da Nike, deixa de integrar o conselho. No entanto, a empresa anunciou que irá se manter como membro para tentar trabalhar a favor da legislação que regulamenta as emissão de poluentes.

Outras três grandes empresas — Pacific Gas & Electric, PNM Resources e Exelon — anunciaram sua saída da câmara devido ao seu posicionamento contrário às regulamentações.

A Nike fez sua saída no mesmo dia em que a lei que prevê cortes nas emissões dos gases causadores do efeito estufa foi introduzida no Senado. A câmara dos Representantes (Deputados) aprovou em junho a legislação que tem como centro a imposição de um limite geral nas emissões, além de estabelecer um sistema de troca de cotas entre alguns setores industriais.

Em comunicado oficial, a Nike afirma “discordar completamente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos na questão das mudanças climáticas e que sua recente ação que desafia a Agência de Proteção Ambiental (EPA) é inconsistente com a visão da empresa de que as mudanças climáticas são um problema que precisa de ação urgente”.

Desde que Barack Obama iniciou campanha para aprovar a lei, a Câmara de Comércio vem se posicionando contra a medida. Como argumento, a organização contesta os dados da EPA a respeito dos números e efeitos da poluição no aquecimento global.

Em documento oficial divulgado dia 25 de agosto a Câmara afirma que não se pode “dar crédito a essas falsas afirmações sem dar ao público interessado a justa oportunidade de se defender”. O comunicado segue, sugerindo que a solução seria realizar um audiência onde “o EPA poderá receber provas que refutam essas afirmações alarmantes, porém feitas sem nenhum embasamento científico”.

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