Hong Kong está sob cerco de legiões de "zumbis" que atacam pessoas com spam e que deixam um rastro de destruição com custo de milhares de dólares por ano, segundo analistas.
Parece um enredo de filme B surrealista, mas é o preocupante cenário ao qual os usuários de computadores estão expostos, em uma cidade que conquistou o "invejável" título de capital mundial do spam.
O problema tem se tornado mais grave com o surgimento dos chamados zumbis --computadores infectados por um vírus que passam a enviar spam ou e-mails não solicitados, sem o conhecimento do usuário.
A estimativa é que haja 4 mil zumbis ativos em Hong Kong, e os criminosos os utilizam para disparar milhares de mensagens cujo conteúdo varia de oferta de joias até pornografia.
De acordo com um relatório anual da empresa de segurança MessageLabs, em 2008, 81,3% dos e-mails enviados para usuários de Hong Kong eram spam, mais do que em qualquer outro território ou país no mundo.
E o problema está piorando: de acordo com projeções referentes ao mês de agosto deste ano, 93,4% das mensagens são categorizadas como spam.
"Em nenhum lugar [o problema] se parece com Hong Kong. Localização, histórico e características inerentes combinam para dar uma identidade especial e específica", diz o analista de dados de internet, Dan Bleaken.
Ele acredita que o status de centro financeiro faz com que a cidade se torne um alvo lucrativo para spammers.
"De acordo com algumas estimativas, as atividades relativas a spam custaram US$ 770 milhões em 2001, por exemplo", diz ele.
Empresas de segurança da internet dizem que o dinheiro é perdido principalmente devido a softwares maliciosos e vírus, por meio da perda de produtividade devido à inatividade e tempos de resposta lentos do sistema, tempo de manutenção dos técnicos, e hardware e software extras.
| < Anterior | Próximo > |
|---|
















