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A Microsoft diz “Bing!”, o Google diz “Bang!”

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O Google jogou um balde de água fria no lançamento do novo buscador da Microsoft, o Bing. O anúncio do Wave foi uma demonstração de força.

Na quinta-feira, enquanto Steve Ballmer dizia “Ei, pessoal! Nós finalmente fizemos um buscador decente!”, uma equipe de engenheiros do Google demonstrava aquilo que a empresa acredita ser o e-mail do futuro. Coloque uma coisa do lado da outra e a impressão que se tem é que a Microsoft ainda está na idade da pedra. Foi como se o pessoal de Mountain View falasse: “Olha só! Eles estão fazendo algo que conseguimos há dez anos.”

Ninguém sabe se o Google Wave vai dar certo. Só com estreia do serviço é que se poderá ter uma ideia do seu real potencial e da aceitação dos internautas. O vídeo da apresentação feita no Google I/O, no entanto, impressiona (veja abaixo, mas quando tiver tempo livre: dura quase 1h30 e está disponível apenas em inglês). Dá para inclusive dizer, sem medo, que o novo serviço pode canibalizar todas as redes sociais que existem por aí, além de tornar irrelevantes todos os serviços de e-mail atuais. Resta saber como Larry Page e Sergey Brin vão ganhar dinheiro com isso.

Para quem não acompanhou o assunto, vale dar uma explicação breve do Wave. Ele é como um e-mail integrado a um mensageiro instantâneo, que conta com funções de compartilhamento. Cada wave lembra o tópico de um fórum, mas com uma grande diferença: as intervenções não precisam seguir uma ordem cronológica, e a estrutura pode ser tanto de uma conversação como a de um documento (ou o que mais o internauta desejar).

Alguém cria um wave novo, convida os amigos e a “onda” cresce com o acréscimo de contribuições. Dá para arrastar fotos para dentro do browser, por exemplo, e elas são automaticamente anexadas à wave. Extensões permitem adicionar as waves a outros sites, como o Blogger, por exemplo. E haverá também a possibilidade de postar em outros sites, como o orkut e o Twitter, sem sair da interface do Google. “Bang!” na Microsoft.

E o Bing? Bem, ao que tudo indica, é o buscador mais próximo do Google que jamais existiu. O serviço já está disponível, em fase de testes, na web, mas vale a pena mudar o país de “Brasil” para “Estados Unidos” para ver muitas das suas funcionalidades – a versão em português ainda está bem pelada.

A Microsoft aposta no Internet Explorer para crescer. Não duvido que muitos usuários façam pesquisas pelo campo disponível no navegador, que sugere o LiveSearch/Bing como serviço padrão. Se esses internautas gostarem dos resultados, farão isso de novo. E o Google perderá um pouco do mercado. Mas, talvez, só um pouco.

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