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Venda de celulares beneficia países pobres

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GENEBRA - Dois terços das assinaturas de telefonia móvel do planeta estão nos países em desenvolvimento, com o maior índice de crescimento na África.

Enquanto em 2000 apenas um de cada 50 africanos dispunha de um celular, agora 28% deles têm assinaturas de telefonia móvel, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

O mundo tem três vezes mais assinaturas de telefonia móvel que de telefonia fixa, e em alguns países da Ásia e da Europa as pessoas têm mais de um contrato, o que eleva o acesso à telefonia móvel acima dos 100 por cento.

Em seu relatório Measuring the Information Society, a UIT afirma que a Internet é muito menos acessível nas partes mais pobres do mundo, por exemplo na África, onde apenas cinco por cento da população a utilizam, hoje.

"O acesso fixo à Internet em países desenvolvidos continua limitado, e, onde está disponível, é muitas vezes lento e/ou caro", afirma a organização no relatório, que avalia as tecnologias de informação e comunicação (ICT) em cada país para 2007, o ano mais recente para o qual havia informações disponíveis.

A Suécia lidera o índice, que mede o acesso relativo dos países a telefones, computadores e redes de computação, bem como seu índice de alfabetização, com a Coréia do Sul em segundo lugar. Os países nórdicos e as nações de alta renda da Europa, Ásia e América do Norte também apresentaram bons resultados.

Mas o dramático crescimento dos celulares nos países em desenvolvimento, entre os quais Paquistão (127 lugar), Arábia Saudita (55 lugar), China (73 lugar) e Vietnã (92 lugar) ajudou a reforçar a posição das economias emergentes, com relação ao último ano para o qual o índice foi compilado, 2002, afirmou a UIT.

As empresas que investiram pesadamente nos mercados emergentes incluem a indiana Barthi Airtel, a norueguesa Telenor, a sul-africana MTN e a egípcia Orascom Telecom.

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