SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários deu prazo até 9 de março para o consórcio Telco se posicionar sobre a decisão da autarquia em obrigar o grupo a fazer oferta pública pelas ações ordinárias da TIM Participações.
Em comunicado enviado ao mercado, a TIM Participações informa que "pela complexidade das questões tratadas no presente caso", a CVM decidiu estender o prazo que acabaria esta semana para que a Telco se manifestasse sobre a decisão.
A determinação da CVM pode implicar à Telco gasto de mais de 1 bilhão de dólares.A Telco, que adquiriu 24,5 por cento do controle da Telecom Italia em abril de 2007, teria, na avaliação da CVM que fazer uma oferta pública pelos papéis ordinários da TIM porque a autarquia entendeu que houve mudança no controle indireto na operadora brasileira.
A Telco teria 10 dias úteis para entrar com recurso, mas pediu prorrogação do prazo. Alguns executivos do grupo informaram na semana passada que a Telco não concorda com a decisão do órgão brasileiro.
Na terça-feira, o executivo Luca Luciani, que assumiu a presidência da TIM no Brasil, manteve audiências com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Ronaldo Sardenberg. Ele foi acompanhado por Carmelo Furci, vice-presidente da Telecom Italia para a América Latina.
Pela nova determinação do órgão regulador dos mercados no Brasil, se após a análise do recurso a CVM manter sua decisão, a Telco terá 18 dias para fazer registro da oferta pública.
A Telefónica tem participação de 42,3 por cento na Telco e no Brasil compartilha com a Portugal Telecom o controle da maior operadora celular do país, a Vivo.
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